sexta-feira, 8 de abril de 2016

Encanto de Fadas

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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Poema Negro de Augusto dos Anjos


A um monstro

Fome! E, na ânsia voraz que, ávida, aumenta,
Receando outras mandíbulas a esbangem,
Os dentes antropófagos que rangem,
Antes da refeição sanguinolenta!
Amor! E a satiríasis sedenta,
Rugindo, enquanto as almas se confrangem,
Todas as danações sexuais que abrangem
A apolínica besta famulenta!
Ambos assim, tragando a ambiência vasta,
No desembestamento que os arrasta,
Superexcitadíssimos, os dois
Representam, no ardor dos seus assomos
A alegoria do que outrora fomos
E a imagem bronca do que inda hoje sois!

Augusto dos Anjos

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Poema-Doce Anjo

Ó doce anjo, não te reprimas na minha ausência, pois
Sabes que bela é a vida
Escolhestes por quem não fazer padecer,
Da mesma forma como escolhestes permanecer assim,
Distante
O mesmo que viver
eternamente imerso na esmaecedora amargura
De não ter em mãos a sagrada pétala, da flor que tão somente recusastes
Amargura, de tampouco possuir a lira transcedente
Simplesmente, por optar, outrora,
Pelo desvencilhar de minha destra
Enquanto agora, possui, somente a areia, da ampulheta, a escoar,
Esgueirando-se por entre os dedos

Ó doce anjo, o tempo passa tão depressa...
Impossível detê-lo, assim como tampouco a sombra das horas
A vida se perde, tudo se esvai
Embora meu coração se recuse a buscá-lo
Saibas que inabalável permanece ainda
O sentimento
Aqui, dentro da alma que pranteia ansiosamente, à espera
Do momento
Em que tuas sagradas mãos tocarem as minhas
E então, sentirei o quanto teu ser padece, lividamente
Sentirás, não obstante, também minh'alma
Onde por ti, pura é a essência de divina devoção

 Brayennah